As histórias têm a capacidade de tornar as reuniões memoráveis e de humanizar o relacionamento com clientes e prospects.
Ao longo do ciclo comercial surgem estilos muito diversos. Há pessoas que optam por apoiar-se quase exclusivamente em dados, processos e soluções. Outras incorporam histórias com critério e alcançam um equilíbrio muito eficaz. E também há aquelas que recorrem a múltiplos exemplos e anedotas, enriquecendo a conversa com experiências reais. Essa diversidade não é um problema; pelo contrário, mostra a amplitude de recursos disponíveis para se comunicar melhor.
O verdadeiro desafio está em como aproveitar ao máximo o potencial do storytelling.
As histórias atravessam todo o ciclo comercial. Estão presentes em reuniões de primeiro contato, em apresentações institucionais ou de negócios, em reuniões técnicas, na apresentação de propostas comerciais e em momentos de acompanhamento. Em todos esses contextos, as histórias cumprem um papel essencial: trazem emoção, geram vínculo e ajudam o interlocutor a compreender melhor o contexto em que as decisões são tomadas.
Quando o storytelling é utilizado com intenção, abre-se uma grande oportunidade: alcançar conversas mais claras, mais humanas e mais focadas. Para isso, é fundamental encontrar um equilíbrio que permita que a história acompanhe a reunião sem desviar seu objetivo principal.
Sob uma perspectiva consultiva, as histórias mais eficazes costumam integrar três dimensões: a emoção, que conecta e gera proximidade; a credibilidade, que transmite experiência real e demonstra profunda compreensão do contexto do cliente; e o embasamento, que ancora a história em fatos concretos, aprendizados e resultados. A emoção abre a conversa; os dados e a experiência ajudam a organizá-la e a avançar.
O storytelling revela todo o seu valor quando é usado com critério. Não se trata de contar muitas histórias, mas de escolher bem qual contar e em que momento fazê-lo. Uma história pertinente, alinhada ao objetivo da reunião, pode gerar mais impacto do que uma longa sucessão de exemplos.
Uma boa prática, válida para qualquer tipo de reunião — comercial, técnica ou institucional —, é perguntar-se o que essa história acrescenta à conversa. Se ajuda a trazer clareza, foco ou avanço rumo a uma decisão, então está cumprindo seu propósito. Nesse sentido, o storytelling torna-se um recurso estratégico, e não um fim em si mesmo.
Em conclusão, o storytelling é uma ferramenta poderosa ao longo de todo o ciclo comercial. Quando bem utilizado, abre oportunidades para gerar melhores conversas, fortalecer relacionamentos e facilitar decisões. Seu verdadeiro valor não está na quantidade de histórias, mas no equilíbrio entre emoção, credibilidade e foco. Porque uma boa história não busca brilhar: busca acompanhar, esclarecer e fazer a conversa avançar.