Autor: mb&l consultores

Vendas e Pré-vendas: quando se alinham, dá para perceber

Após muitos anos atuando em diferentes funções na área de Pré-vendas (Engenharia de Vendas), há algo que vi acontecer uma e outra vez: uma oportunidade não avança melhor apenas porque há um bom vendedor ou uma boa solução técnica. Ela avança melhor quando o time que está diante do cliente trabalha alinhado.

E aí surge um tema-chave, sobretudo em empresas de tecnologia: a relação entre Vendas e Pré-vendas. São duas perspectivas diferentes, necessárias e complementares. Vendas costuma estar mais focada em abrir caminho, entender o negócio e mover a oportunidade; já Pré-vendas, em cuidar da qualidade técnica, validar a viabilidade e dar solidez ao que se propõe. O problema não está nessas diferenças. O problema aparece quando cada um atua com a sua lógica, mas sem uma metodologia compartilhada.

Porque, quando não há um processo de vendas claro, começam os atritos. A Pré-vendas entra tarde, sem contexto. Ou entra cedo demais, quando ainda não existe uma oportunidade bem qualificada. Às vezes, faz-se uma demo antes de entender o problema real. Ou criam-se expectativas que depois precisam ser corrigidas. Nem sempre isso acontece por má intenção; muitas vezes se deve à falta de acordos.

E isso, embora pareça interno, o cliente percebe. Ele percebe quando há coordenação e quando não há. Percebe se está diante de um time que pensa em conjunto ou diante de pessoas que vão se alternando na conversa sem uma direção clara. Em venda consultiva, isso pesa muito, porque a confiança não se constrói apenas com um bom discurso. Ela também se constrói com coerência.

Por isso, mais do que “se dar bem”, o que Vendas e Pré-vendas precisam é trabalhar sobre uma base comum. E essa base é um processo de vendas claro, uma metodologia compartilhada e critérios definidos para saber quando cada área deve intervir. Não pode ficar à mercê da intuição do momento ou da pressa de uma reunião. É preciso haver acordos simples, porém firmes: que informação mínima deve existir antes de envolver a Pré-vendas, o que se busca em cada etapa, qual é o papel de cada um na conversa com o cliente e como se decide o próximo passo.

Esse tema me importa especialmente porque, com o tempo, também fui entendendo algo mais amplo: não se trata apenas de Vendas e Pré-vendas. Trata-se do ecossistema comercial. Vendas, Pré-vendas e todas as pessoas que, em algum momento, estão de frente para o cliente fazem parte do mesmo time. Às vezes é Operações, às vezes Customer Success, às vezes um especialista, às vezes alguém de delivery. Se cada um aparece sem critérios comuns, o cliente vive uma experiência fragmentada. Se todos se movem dentro de uma mesma lógica comercial, o cliente sente ordem, consistência e profissionalismo.

E isso faz uma diferença enorme.

Há autores como Art Fromm —a quem conheço e valorizo— que trabalham justamente essa integração entre Sales e Presales. E acho isso muito acertado, porque o cliente não compra áreas. O cliente vive uma experiência. Quando essa experiência está bem coordenada, dá para perceber. Quando não está, também.

Em definitiva, a venda consultiva não se sustenta apenas com talento individual. Ela se sustenta com método, com processo e com trabalho em equipe. E quando isso acontece, não só melhora a relação entre Vendas e Pré-vendas. Melhora a qualidade das conversas, melhora o uso do tempo, melhora a confiança do cliente e, por fim, melhoram os resultados.

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